quarta-feira, 6 de março de 2013

Não tenho tudo a favor, mas tenho muito menos contra...

"Acabo de ouvir na TSF as palavras de uma empresária portuguesa, Maria Flor, sobre a morte de Hugo Chavez. Reside na Venezuela vai para 50 anos e importa e exporta vinhos. Está satisfeita com a morte do Presidente, afirma. Que os últimos 14 anos não foram bons para o negócio, sempre com a interferência de Chavez. Era um ditador, diz, embora eleito legitimamente pelo povo venezuelano.
Refere que Chavez só foi bom para os pobres e para os que pouco tinham e mau para a classe média e abastada. Inquirida da razão de não ter regressado a Portugal, com um ditador no poder, acaba por afirmar que tinha a sua vida organizada, filhos e netos e portanto o regresso não se colocava. Penso eu, deste lado do Atlântico, minha cara Maria Flor que "as coisas" por aí, afinal, não vão tão mal assim, como por exemplo aqui no nosso Portugal. Com um Democrata no poder temos fome, desemprego e emigramos à procura de vida digna. Talvez, como a Maria Flor terá feito, há cerca de 50 anos, no tempo de um tal Salazar, que há quem diga que esse sim, era mesmo um Ditador. (...)"

Fernando Valente Pires


Duas coisas:
- Primeiro: Porquê, todos os portugueses, entre outros cidadãos do mundo, vão para a Venezuela e geram riqueza, e os próprios Venezuelanos não? (Por aqui, já se percebe porquê os pobres sempre apoiaram Chavez). E não se passa o mesmo no nosso Portugal?

- Segundo: Ouço, "o Chavez isto e o Chavez aquilo", mas ele não tirou as "primeiras necessidades" a quem mais precisou, enquanto que por cá vivem-se tempos muito ruins, de miséria mesmo.




Não tenho um partido, porque partidos não são clubes do qual me tenho de fazer sócia. Isso é errado na minha maneira de ver. Voto naqueles que mais se aproximam das minhas ideologias, dos meus ideais, seja este ano partido X e no próximo partido Y. Chamem-me troca-tintas, eu não me importo. Pelo menos não vendo a minha alma ao diabo.

Estou certa de que o nosso país não precisa de um Chavez, ou de um Extremista/Ditador como lhe apelidam. O nosso Portugal precisa de um gajo com os tomates no sítio. Um gajo que prenda cem ladrões de colarinho branco para que os restantes arranquem e não façam pó daqui para fora. Esta merda do cartãozinho "estás livre da prisão" para os grandes peixes que desviam os fundos comunitários, tem de acabar.
E aí sim, dar Portugal aos portugueses e veremos o que vamos fazer para o caldo.

Não compliquem a morte do senhor, porque o que vai na Venezuela lá vai e não é problema nosso. Olhemos para o nosso umbigo e façamos alguma coisa pelo que é nosso.





3 comentários:

a Gaja disse...

Concordo contigo, em Portugal falta uma pessoa com tomates para enfrentar os tachos todos que lá andam. ainda hoje o passos coelho disse que aumentar o ordenado mínimo não, que a medida sensata era diminuir e eu pergunto porque raio ele e os amiguinhos dele não experimentam viver com 1 ordenado minimo durante 1 ano só e depois falamos.

1 disse...

Infelizmente, como já te disse, somos pequenos com mentes deprimentes. Eu trabalho de Segunda a Domingo, uma folga por semana e no fim? Ordenado mínimo. Mas não me queixo nem reclamo, trabalho. E se a maior parte de nós trabalhasse, principalmente aqueles que estão no rendimento mínimo, aqueles que têm oportunidades e não as agarram, assim sim, seríamos mais ricos. Mas é mais fácil assistir à queda do abismo.

Pestinha disse...

Eu acho que se deviam prender aqueles que roubam o país, mas também acho que se devia acabar com os rendimentos de inserção social, pois as pessoas sabem que cai ao final do mês e não fazem nada o dia todo...

Por vezes em vez de ajudarem ainda complicam mais o sistema com os dramas do dia a dia...

Mas acho que os pobres estão mais pobres e os ricos cada vez mais ricos e a tirar a fortuna do pais para paraísos fiscais livre de impostos.

Kiss**