segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Estou muito "Confúcia"

"Escolhe um trabalho que gostes e não terás de trabalhar um único dia da tua vida." (Confúcio)




Custa assim tanto? Não devo ser normal.
Só queria... trabalhar e sentir-me completa. Não usada, abusada, desmoralizada física e psicologicamente!
Se calhar o defeito é meu.



sábado, 26 de julho de 2014

Feliz dia avó, estejas onde estiveres

Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo – e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira – sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.
Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste a lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (Contaste-me tu, ou terei sonhado que o contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.
Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrijada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos – e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti – e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava.
Não teremos realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas – e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, porque te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: “O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!”.
É isto que eu não entendo – mas a culpa não é tua."

José Saramago "Carta para Josefa, minha avó"

O mundo é tão bonito e eu tive tanta pena de te perder!

Tão bonito de se ver.

Saudades Vó <3

domingo, 13 de julho de 2014

woow... parte II

Resolvi entrar para o gináso. Por vários motivos, mas o mais óbvio, para tentar voltar a (uma) forma (que não a redonda).

Fiz o saquinho de véspera, tal qual, primeiro dia de aulas (para a semana, já faço tudo à ultima hora), e fui a procura do meu antigo mp3...


Achei!!!

Liguei. 
- "Boa! Ainda trabalha!
Deixa cá ver que raio de músicas tenho para aqui, que isto já tem anos como a sé."

Carrego Play!


- OMG! Perfeito! 
- Nota mental: Não pensar que estou sozinha quando ouvir isto. Não dançar! Não dançar!"

(Cá nada dessas musicas apaneleiradas para fitness, eu sou fiel à "parolage")






quinta-feira, 10 de julho de 2014

WOOW

Fico muito contente quando descubro um blog novo sobre alimentação saudável.
Comecei a seguir mais dois esta semana que estão no inicio e estou a adorar as ideias partilhadas.
Fico logo cheia de motivação para fazer receitas novas e faço mil planos.

Depois.... depois tenho fome e vai tudo à vida!

Eu? Só fogo de vista! Pff